Qual é o futuro do prontuário eletrônico dos pacientes?

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Palavras como softwares e hardwares estão cada vez mais inseridos no vocabulário dos médicos, fruto de um crescimento acelerado no emprego de TI no setor de saúde.

Uma das maiores mudanças nos últimos anos é o uso cada vez mais recorrente dos chamados EHRs - Electronic Health Record, onde no Brasil é muito associado ao PEP - Prontuário Eletrônico do Paciente. Segundo pesquisa feita pela ONC - Office of the National Coordinator for Health Information Technology, nos EUA 80% dos médicos usam ou pretendem usar um sistema de prontuário eletrônico nos próximos anos. Infelizmente no Brasil não existem pesquisas e dados sobre o uso de softwares de saúde pelos médicos, porém é importante avaliar como os sistemas de saúde tem se difundido no meio médico, seja para facilitar a vida do médico na organização do consultório ou para melhorar a qualidade do atendimento e da consulta para os pacientes.

Os sistemas de prontuário eletrônico mudaram muito ao longo dos anos, antes caros e complicados de se usar pelos médicos, agora passam por processos de redução de preços, em virtude do aumento da concorrência no setor, e de melhoria de interface e integração com outros sistemas de saúde, porém a grande mudança na vida de médicos e pacientes ainda está por vir.

É cada vez mais consenso dentro do setor que a responsabilidade pelo cuidado de saúde para com os pacientes pacientes não é mais apenas de um único médico, mas também de familiares, enfermeiras, cuidadores, outros médicos e dos próprios pacientes, os quais devem trabalhar em conjunto para melhorar a saúde. Para isso, os softwares de saúde devem, em um futuro próximo, se integrarem entre si para cruzarem diversas informações de saúde que permitam avaliar melhor o quadro clínico de cada paciente e possibilitar o envolvimento de diversas pessoas no processo de engajamento do tratamento médico, funcionando como uma grande rede neural artificial, de modo a captar dados individuais dos pacientes por wearables e smartphones, dos médicos por meio do prontuário eletrônico e de dados populacionais de bases do governo para gerar informações importantes para a tomada de decisão médica.

O futuro segue para esse caminho e já começamos a ver os primeiros passos dessa nova geração de softwares de saúde, casos por exemplo do Dr. CUCO, que se integra com softwares de prontuário e prescrição digital do mercado e envia o tratamento médico do paciente diretamente para o smartphone do mesmo, permitindo que o mesmo tenha seu histórico de medicações sempre a mão, seja avisado no momento certo que deve tomar seus medicamentos e permite que familiares, médicos e cuidadores acompanhem o tratamento remotamente.