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Feira Hospitalar 2015, o que esperar de uma das maiores feiras de saúde da América Latina

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Na próxima semana ocorrerá uma das maiores feiras internacionais do setor de saúde, a Hospitalar 2015, nos pavilhões do Expo Center Norte, em São Paulo. A Feira une Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas e Consultórios, onde além de lançar no mercado as mais importantes novidades do setor, se consolida como o maior evento especializado nesta área em toda a America Latina.

O evento contará com 1.250 expositores e a previsão é de que 91.000 profissionais visitem o evento, incluindo pesquisadores, dirigentes hospitalares, enfermeiros, médicos e outros profissionais que atuam em áreas relacionadas à saúde.

Logo abaixo é possível conhecer um pouco mais do perfil dos visitantes da feira.

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E a Startup Dr. CUCO não vai ficar de fora deste grande evento! Estaremos presentes nos dias 19, 20 e 21 de maio. Quer saber um pouco mais da nossa plataforma de prescrições digitais e lembretes automáticos? É só entrar em contato com a gente :)

  • contato@drcuco.com.br
  • Gustavo Comitre - Chief Product Officer - (48)9662-1388 - Skype: gustavo_comitre
  • Lívia Cunha - Chief Operation Officer - Skype: livia-cunha

Quer saber mais da feira Hospitalar? Acesse os links oficiais do evento: Informações Gerais

Facebook da Hospitalar

 

 

 

 

 

 

5 Tendências Globais na Saúde que não podemos deixar de lado!

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Segundo o Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum), na área da saúde existem 5 grandes Tendências Globais que vão orientar o futuro da saúde no mundo, são elas:

1. Os custos com cuidados na saúde estão chegando a níveis insustentáveis.

Os custos envolvidos no cuidado à saúde ultrapassaram o crescimento econômico em uma média de 2% nos países da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) e as economias emergentes estão começando a enfrentar desafios semelhantes. Segundo informações do WEF, em 2022, até um terço de todas as despesas de saúde globais ocorrerão em economias emergentes. Esta elevação nos custos fará com que o setor passe por uma grande transformação, principalmente na forma como os stakeholders públicos e privados agem para prestar cuidados de saúde.

Uma nova abordagem baseada em soluções rápidas, visionárias e que desenvolvam parcerias entre os players de saúde permitirá criar, em especial nos países emergentes, sistemas de saúde mais focados em resultados, sustentabilidade financeira e na satisfação das pessoas.

2.A Indústria da Saúde não pode entregar saúde sozinha.

Por motivos que incluem a falta de trabalhadores qualificados e o desequilíbrio dos investimentos entre cuidados agudos de saúde, cuidados primários e cuidados domiciliares, o setor de saúde pode enfrentar limitações em particular quando se trata de prevenção da população e de customização médica para cada paciente. É este último quesito que pode permitir uma mudança radical na antes tradicional indústria da saúde, ativando o empowerment individual e o acesso a dados e informações individuais dos pacientes que permitirão a customização de serviços médicos para cada indivíduo.

De acordo com a Rock Health, um importante fundo de Seed e Venture Capital, o setor de Venture Capital investiu um recorde de  US$ 2,3 Bilhões de dólares em empresas de saúde digital no primeiro semestre de 2014. A Rock Health identificou as 6 principais tecnologias na saúde a serem financiadas: softwares para administrar o pagamento de seguros (US$211 Milhões), coleta de dados e análise de informações (US$ 196 Milhões), ferramentas para consumidores adquirirem cuidados e planos de saúde ( US$ 193 Milhões), softwares para ajudarem os provedores de saúde a acompanhar a saúde e o tratamento eficaz dos pacientes (US$162 Milhões); e softwares para adequar os tratamentos médicos às informações genéticas dos pacientes (US$150 Milhões).

3.O Smartphone se tornará uma das ferramentas mais poderosas para o acesso à Saúde.

Eles serão utilizados pelos pacientes para acessar as informações em tempo real sobre a própria saúde e terão acesso a registros médicos completos, comportamentos ligados ao estilo de vida, dieta, atividades físicas e adesão ao tratamento. Além disso, os smartphones serão um dos mais importantes instrumentos médicos para os profissionais da saúde, tanto em países de alta quanto de baixa renda.

4. A Saúde dominará as 10 principais tecnologias emergentes.

Nos últimos anos, cerca de metade das 10 melhores tecnologias emergentes elencadas pelo Fórum Econômico Mundial tem relação com a Saúde ou irá impactá-la de forma significativa, como por exemplo, as novas gerações de robótica, inteligência artificial, engenharia genética, tecnologias vestíveis (wearables), dentre outros.

5. Investir em uma vida saudável gera retorno para o governo, para as empresas e para a sociedade.

Um relatório recente do Fórum Econômico Mundial e da área de Saúde Pública da Universidade de Harvard afirma que a Índia irá perder cerca de US$ 4,58 Trilhões de dólares entre 2012 e 2030 por conta de doenças não trasmissíveis e transtornos mentais, praticamente o dobro do PIB anual indiano.

Mas a Índia não está sozinha, outros países tem problemas parecidos. A vantagem em meio a este problema é que essas perdas podem ser evitadas através de intervenções de base populacional, gerando um retorno promissor sobre o investimento (ROI) tanto para governo quanto para empresas e sociedade.

A prevenção é uma das melhores intervenções para melhorar a saúde populacional. Segundo o mesmo Fórum que analisou seis formas de intervenção voltadas a prevenção de doenças não transmissíveis e seus respectivos ROIs (Return on Investment), os mesmos apontaram retornos que variaram entre 90% e 3700%. Além de significativos resultados em questões econômicas, o maior bem de todos é o impacto positivo na saúde e na qualidade de vida da população.

 

 

 

Como é a oferta de saúde no mundo?

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Você sabe como funcionam e quais são os modelos de administração de saúde pública encontrados ao redor do mundo?Bem, antes de falarmos do funcionamento dos sistemas de saúde em cada país, é importante compreender dois conceitos, o da universalização e da segmentação da saúde.

  • Universal: deve atingir amplamente e irrestritamente a todos os cidadãos, independentemente da classe social, com financiamento público e alcançando uma enorme gama de vertentes da saúde. O sistema privado ficaria com a parte suplementar, por exemplo, tratamentos e procedimentos específicos.
  • Segmentação: atinge nichos distintos da sociedade, por exemplo, os com baixa renda ou um determinado grupo profissional. Neste modelo, o público e o privado se misturam na sociedade, tanto na questão do financiamento, quanto no atendimento dos pacientes. Basicamente um completa o outro.

Entendido isso, vamos falar um pouco sobre os modelos vigentes no mundo...

No Brasil, como em grande parte dos países, prevalece o modelo universal, onde todos podem e devem ser atendidos em hospitais públicos, fazer consultas com especialistas, exames laboratoriais, cirurgias, entre outros procedimentos independente da classe social. Tudo de graça.

Os países desenvolvidos utilizam o modelo universal em sua maioria, porém cada um com suas peculiaridades. No Canadá, por exemplo, a maior parte dos serviços de saúde são universais, porém procedimentos mais específicos ficam por conta do setor privado. Na França, 96% dos franceses são atendidos pelo setor público, porém caso o paciente opte por um médico com honorários acima do estipulado pelo sistema público, fica a cargo do paciente arcar com a diferença.

Os Estados Unidos é o exemplo mais famoso de país desenvolvido que utiliza um modelo segmentado. Nele, a maioria dos serviços de saúde são cobertos pelo setor privado, porém a população americana tem dois sistemas públicos; o Medicaid e o Medicare. O primeiro é destinado a população mais pobre do país ,e o segundo a idosos. Juntos, eles cobrem cerca de 1/4 da população americana.

Fica claro que dificilmente um país utiliza apenas um modelo, porém um deles prevalece sobre o outro.

Logo abaixo é possível visualizar uma tabela que apresenta o percentual do gasto público em relação ao gasto total em saúde em determinados países:

Fonte: Organização Mundial da Saúde (2006)

Percebe-se que embora o Brasil tenha uma prevalência do modelo Universal, a porcentagem dos gastos públicos sobre os gastos totais é inferior aos gastos privados, o que nos questiona: qual o motivo para isso ocorrer?

Baixo aporte de recursos do governo, baixa eficiência do setor de saúde pública brasileira, má administração dos gastos, baixa qualidade no atendimento, entre outros exemplos fazem com que a população busque nos planos de saúde privados uma alternativa para atender os cuidados de saúde que precisam.