Saúde Privada

O custo da saúde brasileira

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As últimas semanas foram intensas para o time do Dr. CUCO. Participamos da maior feira da saúde da America Latina - Hospitalar, fomos uma das startups escolhidas para participar do Circuito Internacional Einstein de Startups, organizado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, e seguimos no desenvolvimento de parcerias com grandes players do setor de saúde. Porém, depois de conversar com grandes nomes do mercado de saúde brasileiro, queremos trazer um tema que está muito em foco nessas últimas semanas; o custo da saúde brasileira e como seguimos para um caminho de custos insustentáveis se não fizermos algumas reformulações no setor, não apenas no que tange o setor público de saúde, mas também o de planos privados e hospitais.

O tema é tão relevante que ganhou a capa da revista Exame da última semana com o artigo: Quanto custa a sua saúde?.

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Logo de cara a matéria da Exame afirma, o Brasil vai gastar em 2015 mais de 10% do PIB com saúde e a maior parte dessa conta é paga pelo setor privado. Seria uma boa notícia se os recursos fossem usados de forma mais eficiente, não é mesmo?

Embora os custos ligados à área médica subam em todo mundo, são poucos os países que tem reajustes de despesas de saúde que são superiores ao índice brasileiro, o qual girou em torno de 16% em 2014.

Deste valor, 60% dos gastos de saúde brasileiros estão ligados ao setor privado, que contempla cerca de 52 milhões de brasileiros segurados por provedores de saúde privados.

Os gastos elevados com saúde no Brasil não são recentes, decorrem de muitos anos de má gestão ou falta do emprego de novas políticas e tecnologias para o setor, porém só agora empresas e provedores de saúde começam a dar mais atenção ao tema, visto que em função da redução do faturamento dos mesmos, originados de uma retração da economia brasileira, os gastos com saúde de funcionários e clientes vem comprometendo cada vez mais as finanças das empresas. Segundo pesquisa da consultoria Towers Watson com seus próprios clientes, o gasto com saúde privada saiu de uma média de 7,6% da folha salarial, em 2014, para 11,4%, em 2014. A Towers Watson prevê que se essa tendência de alta se manter, a expectativa é que nos próximos 20 anos o gasto médio girará em torno de 25%.

Uma alternativa para reduzir esses números é uma restruturação da forma como provedores lidam com o modelo de pagamento de gastos médicos, onde ao invés de pagar médicos, clínicas e hospitais de sua rede por número de consultas, internações ou procedimentos, pretende iniciar-se um processo de restruturação com foco na melhoria da qualidade e voltado a saúde dos pacientes, pagando seus parceiros por metas e por tipo de diagnóstico, evitando gastos desnecessários com procedimentos, medicamentos ou materiais desnecessários.

Uma reformulação na forma de acompanhamento dos pacientes é vital para reduzir esses custos e permitir uma melhora na qualidade de vida de seus clientes. Focar esforços na medicina preventiva e na adesão ao tratamento de seus pacientes é a melhor maneira de reduzir as doenças crônicas e posteriormente os custos que venham a surgir no médio e longo prazo ocasionados por tratamentos ineficazes.

Grandes empresas como a GE começam a ver a importância dos médicos dedicarem mais atenção aos seus pacientes e os benefícios que ações como essa trazem para reduzir exames e internações desnecessárias. A GE paga até 4 vezes o que os planos pagam por consulta aos médicos de seus funcionários, de maneira a garantir uma melhor qualidade e acompanhamento da saúde dos mesmos. Como resultado, a empresa vê seus gastos com saúde cairem 8% ao ano desde 2009, indo na contramão da tendência da saúde brasileira.

O mercado americano, conhecido mundialmente por ser um dos país com os custos de saúde mais elevados do mundo vê surgir em sua própria casa exemplos de provedores de saúde que entenderam a receita para reduzir custos e ainda sim melhorar a qualidade de vida e da experiência médica de seus pacientes, é o caso por exemplo da Kaiser Permanente, que preza pela eficiência de todo seu sistema de saúde e que hoje atende 9,6 milhões de clientes em oito estados americanos, gerando só no ano passado receitas em torno de 56 Bilhões de dólares e sem esquecer do cuidado aos seus pacientes.

Provedores de saúde vem se remodelando e novas empresas estão surgindo para auxilia-los na melhoria do sistema de saúde brasileiro e mundial para os próximos anos e mesmo com esse cenário de mudanças, uma coisa é certa, o sistema de saúde vai passar por uma das maiores reformulações de sua história e vai ser para melhor, trazendo mais qualidade nos cuidados de saúde de seus pacientes :)

Feira Hospitalar 2015, o que esperar de uma das maiores feiras de saúde da América Latina

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Na próxima semana ocorrerá uma das maiores feiras internacionais do setor de saúde, a Hospitalar 2015, nos pavilhões do Expo Center Norte, em São Paulo. A Feira une Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas e Consultórios, onde além de lançar no mercado as mais importantes novidades do setor, se consolida como o maior evento especializado nesta área em toda a America Latina.

O evento contará com 1.250 expositores e a previsão é de que 91.000 profissionais visitem o evento, incluindo pesquisadores, dirigentes hospitalares, enfermeiros, médicos e outros profissionais que atuam em áreas relacionadas à saúde.

Logo abaixo é possível conhecer um pouco mais do perfil dos visitantes da feira.

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E a Startup Dr. CUCO não vai ficar de fora deste grande evento! Estaremos presentes nos dias 19, 20 e 21 de maio. Quer saber um pouco mais da nossa plataforma de prescrições digitais e lembretes automáticos? É só entrar em contato com a gente :)

  • contato@drcuco.com.br
  • Gustavo Comitre - Chief Product Officer - (48)9662-1388 - Skype: gustavo_comitre
  • Lívia Cunha - Chief Operation Officer - Skype: livia-cunha

Quer saber mais da feira Hospitalar? Acesse os links oficiais do evento: Informações Gerais

Facebook da Hospitalar

 

 

 

 

 

 

Como é a oferta de saúde no mundo?

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Você sabe como funcionam e quais são os modelos de administração de saúde pública encontrados ao redor do mundo?Bem, antes de falarmos do funcionamento dos sistemas de saúde em cada país, é importante compreender dois conceitos, o da universalização e da segmentação da saúde.

  • Universal: deve atingir amplamente e irrestritamente a todos os cidadãos, independentemente da classe social, com financiamento público e alcançando uma enorme gama de vertentes da saúde. O sistema privado ficaria com a parte suplementar, por exemplo, tratamentos e procedimentos específicos.
  • Segmentação: atinge nichos distintos da sociedade, por exemplo, os com baixa renda ou um determinado grupo profissional. Neste modelo, o público e o privado se misturam na sociedade, tanto na questão do financiamento, quanto no atendimento dos pacientes. Basicamente um completa o outro.

Entendido isso, vamos falar um pouco sobre os modelos vigentes no mundo...

No Brasil, como em grande parte dos países, prevalece o modelo universal, onde todos podem e devem ser atendidos em hospitais públicos, fazer consultas com especialistas, exames laboratoriais, cirurgias, entre outros procedimentos independente da classe social. Tudo de graça.

Os países desenvolvidos utilizam o modelo universal em sua maioria, porém cada um com suas peculiaridades. No Canadá, por exemplo, a maior parte dos serviços de saúde são universais, porém procedimentos mais específicos ficam por conta do setor privado. Na França, 96% dos franceses são atendidos pelo setor público, porém caso o paciente opte por um médico com honorários acima do estipulado pelo sistema público, fica a cargo do paciente arcar com a diferença.

Os Estados Unidos é o exemplo mais famoso de país desenvolvido que utiliza um modelo segmentado. Nele, a maioria dos serviços de saúde são cobertos pelo setor privado, porém a população americana tem dois sistemas públicos; o Medicaid e o Medicare. O primeiro é destinado a população mais pobre do país ,e o segundo a idosos. Juntos, eles cobrem cerca de 1/4 da população americana.

Fica claro que dificilmente um país utiliza apenas um modelo, porém um deles prevalece sobre o outro.

Logo abaixo é possível visualizar uma tabela que apresenta o percentual do gasto público em relação ao gasto total em saúde em determinados países:

Fonte: Organização Mundial da Saúde (2006)

Percebe-se que embora o Brasil tenha uma prevalência do modelo Universal, a porcentagem dos gastos públicos sobre os gastos totais é inferior aos gastos privados, o que nos questiona: qual o motivo para isso ocorrer?

Baixo aporte de recursos do governo, baixa eficiência do setor de saúde pública brasileira, má administração dos gastos, baixa qualidade no atendimento, entre outros exemplos fazem com que a população busque nos planos de saúde privados uma alternativa para atender os cuidados de saúde que precisam.