Wearables

Wearables, o que são e o que prometem na Saúde?

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Se você costuma pesquisar tecnologias e informações de saúde na internet certamente já se deparou com os chamados Wearables! Uma enxurrada de empresas vem surgindo com a promessa de apresentar novos dispositivos wearables, mas afinal o que são e o que mudarão em nossas vidas? Os Wearables são dispositivos vestíveis, ou seja, dispositivos que podem ser facilmente acoplados ao nosso corpo, como pulseiras, relógios, óculos, lentes de contato, roupas, entre outros. Estes vestíveis possuem hardwares que utilizam tecnologias para captar dados ou melhorar a experiência do usuário em diferentes aspectos.

Inicialmente os Wearables chegaram ao mercado vindo de empresas nascentes, Fitbit, Jawbone e Peeble, que perceberam a oportunidade de trabalhar como alguns nichos de mercado como Fitness por exemplo. Dado o sucesso dos vestíveis nestes nichos, rapidamente despertou-se o interesse das gigantes da tecnologia em investirem no setor, como Samsung, Apple e Microsoft, ampliando assim o leque de oportunidades para esse tipo de dispositivos.

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Mas afinal o que esses dispositivos podem trazer de tão interessante aos consumidores? Dados de saúde como batimentos cardíacos, calorias, passos e tempo de atividade física em cada momento do dia que até então eram medidos apenas em consultórios, agora podem ser captados em tempo real, provendo constante e simultaneamente informações até então nunca imagináveis.

Essas informações, acompanhadas de um bom tratamento médico, auxiliam o médico e o paciente no controle da redução de peso, redução dos índices de glicêmia e colesterol no sangue e a melhoria do quadro clínico de diversas doenças crônicas.

Além disso, os dados captados por esses dispositivos podem auxiliar em outras áreas como acesso a promoções, entretenimento, lugares próximos por geolocalização, entre outras funcionalidades.

Segundo uma pesquisa da PWC, esta primeira leva de dispositivos vestíveis tendem a ser utilizados por jovens do sexo masculino com idade de 18 a 34 anos, porém uma nova leva voltada tanto a homens quanto mulheres de uma faixa etária acima, entre 35 a 54 anos, está por vir. Além disso, segundo a mesma pesquisa, a cada 3 americanos, 1 tem interesse em comprar um dispositivo wearable.

Logo abaixo é possível verificar quais tipos de informações os consumidores gostariam de receber a partir de tecnologias wearables:

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Segundo a mesma pesquisa realizada pela PWC, podemos verificar os dispositivos wearables que os consumidores demonstraram mais interesse em adquirir nos próximos 12 meses:

Dispositivos mais utilizados nos próximos 12 meses

É consenso que o segmento mais afetado com os Wearables é o de Saúde, o grande desafio das empresas de tecnologia é fazer com que provedores de saúde, médicos e pacientes compreendam as possibilidades de melhorias que esses dispositivos podem oferecer e passem a utilizá-los de maneira massiva.

Além disso, em um futuro próximo, os Wearables terão que apresentar aos usuários não apenas dados, mas também insights e análises mais complexas aos pacientes e médicos, desta forma, o investimento apenas em hardwares não será suficiente, sendo fundamental o direcionamento de investimentos para softwares que possibilitem integrar médicos, hospitais, clínicas e pacientes, e que estimulem o engajamento dos pacientes a melhorarem a saúde, trazendo integração social entre usuários.

Você conheceu um pouco mais sobre o mundo dos wearables, mas fique ligado, em um próximo post falaremos com mais detalhes sobre como os provedores de saúde podem utilizar os wearables para melhorar a saúde dos pacientes e ainda reduzir custos  :)

 

Integração entre médicos e pacientes: o futuro está próximo!

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A tecnologia na área da saúde deixou de ser uma realidade apenas em grandes hospitais e passou a estar presente também no dia a dia das clínicas e consultórios. Os avanços recorrentes na área de E-Health possibilitam que o médico tenha uma infinidade de informações dos pacientes para um melhor diagnóstico,além de auxiliar na redução de custos, melhorar a qualidade do tratamento médico e permitir analisar informações externas ao consultório. Para difundir ainda mais as novas tecnologias na área da saúde, as plataformas que vem surgindo neste setor nos últimos tempos chegam justamente para romper as barreiras de distância entre o consultório e a casa dos pacientes. O acesso a estas plataformas substitui a necessidade de um médico? A resposta é não. O trabalho do médico não é substituído, uma vez que continua fundamental a análise do quadro clínico dos pacientes, a conscientização do tratamento a ser seguido e, ainda, a prescrição de medicamentos.

Percebe-se que as plataformas de E-Health servem para facilitar o trabalho diário do médico, provendo informações sobre a saúde do paciente por meio de dispositivos inteligentes conectados às rotinas diárias de cada usuário, como por exemplo os wearables (confira o que são e como vão revolucionar a medicina em nosso próximo post) e até mesmo os celulares.

Embora a integração de informações médicas com as informações pessoais disponibilizadas por pacientes seja o futuro do setor de E-Health, essa tendência ainda se depara com algumas dificuldades como por exemplo as barreiras legais da utilização de informações pessoais para laudos clínicos, dificuldade de acesso e uso de tecnologias por idosos e grupos com menor poder aquisitivo.

Em paralelo, muitos pacientes demonstram-se favoráveis a estas tendências, criando o que chamamos de e-patients. Os e-patients podem ser definidos como pacientes que tem interesse em colaborar e até participam de seu próprio cuidado médico, utilizando a internet e as plataformas de saúde para pesquisar e melhorar a sua saúde, considerando-se parceiros dos médicos no processo de transformação da saúde.

Mas afinal, o que tudo isso muda para os pacientes? A integração na saúde e o acesso de dados individuais dos pacientes por parte dos médicos, personaliza e otimiza o diagnóstico clínico para cada usuário, já que informações que antes dificilmente poderiam ser mensuradas em tempo real, como por exemplo pressão arterial, oxigenação do sangue, tempo de atividades físicas diário, agora são facilmente incorporadas às variáveis utilizadas na avaliação e decisão do tratamento médico de cada paciente.

Diante de todas as dúvidas sobre o futuro dessas transformações no mercado da saúde, tem-se uma certeza; a melhoria da qualidade de vida e da saúde da população mundial!

 

 

Em nossos próximos posts iremos falar um pouco mais sobre o futuro dos dispositivos de captura de informações pessoais, como por exemplo os Wearables!!