As tecnologias assistivas na vida dos Idosos

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Amparados por fatores que levam ao aumento na expectativa de vida, o número de brasileiros acima de 65 anos deve quadruplicar até 2060 segundo dados do IBGE. Com isso, cresce a necessidade de suporte e cuidados com essa parcela representativa da população, em especial nos serviços ligados à saúde. Somado a isso podemos perceber a mudança no perfil dos idosos no mundo. Antes com muitos filhos e familiares morando nas mesmas casas ou próximos de suas residências, hoje os idosos se deparam com uma realidade bem diferente na qual muitos vivem sozinhos e acabam tornando-se mais independentes. No entanto, em alguns momentos a população idosa precisa de monitoramento de questões relativas à saúde, e ainda de certos cuidados especiais que podem ser realizados por profissionais da saúde ou cuidadores.

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Percebe-se, todavida, que os cuidados especiais à idosos esbarram nos custos envolvidos na contratação de cuidadores, que acabam sendo um impeditivo para grande parte da população. Sendo assim, é fundamental a inserção de tecnologias assistivas para o bom acompanhamento dessa faixa etária da população, o que possibilita que os mesmos tenham maior autonomia, sem abrir mão do monitoramento fundamental nesta fase da vida.

Por terem como uma de suas características a falta de conhecimento na utilização de tecnologias, o desenvolvimento de produtos, softwares e wearables para esse grupo deve levar em consideração aspectos como o design universal, ergonomia de produto e usabilidade. Além disso, é fundamental que esses produtos forneçam informações para terceiros, como familiares e amigos, facilitando que haja uma intervenção rápida em caso de algum problema.

Pulseiras que avisam familiares em caso de queda do idoso, sistemas de alertas e tecnologias de telemonitoramento são exemplos de formas de emprego de tecnologias para o acompanhamento de idosos e melhoria da qualidade de vida dos mesmos.

Embora essas tecnologias ainda estejam se popularizando e ganhando escalabilidade, a redução nos gastos com idosos ao utilizá-las já é imensa se comparado ao salário de cuidadores. Enquanto pulseiras de monitoramento tem um custo mensal que parte dos R$100,00 reais, um cuidador não sai por menos de R$ 1.500,00 reais ao mês. Claro que dependendo do nível de cuidados especiais que o idoso necessita, essas tecnologias não substituem os cuidadores, mas em muitos casos as tecnologias assistivas podem ser boas alternativas e até mesmo aliadas dos métodos convencionais para o melhor acompanhamento deste público.

E você? Como faz para se manter próximo de seus familiares que necessitam de cuidados especiais?

Não deixe de conferir o nosso próximo post, onde vamos falar de engajamento de pacientes e aumento na adesão do tratamento de pacientes através de novas tecnologias!!