Trombose e pandemia: o que todos precisam saber!

Primeiramente, você deve estar se perguntando: o que trombose tem a ver com a COVID-19? Leia este post e entenda o que está acontecendo.

Estamos vivendo uma crise sem precedentes, além do isolamento social e emocional, crise econômica e política, e sobretudo, indefinição sobre o futuro.

Confira aqui no blog: “Isolamento social e distanciamento – saiba a importância“.

Embora todos os dias surjam notícias sobre um novo tipo de tratamento, devemos tomar muito cuidado, pois não existem curas milagrosas para uma doença que, infelizmente, ainda não conhecemos muito bem.

Dessa forma, devemos fazer nossa parte e garantir que nossa saúde física e mental esteja bem. Só isto pode garantir que nosso sistema imunológico (nosso exército combatente, ou seja, nossa linha de defesa) esteja preparado para a guerra contra a COVID-19.

Sendo assim, beber água, se alimentar e dormir bem, tomar sol e se exercitar são medidas importantes nesse momento. Devemos lembrar também que estamos mais tempo em casa, sentados, deitados, ou seja, com pouca movimentação, e isto favorece a ocorrência de trombose.

Aqui no blog, temos dois posts com dicas e vídeos incríveis, se você ainda não viu, confira:

Para discutirmos o tema de hoje, convidamos uma pessoa que entende bem do assunto, Dr. Fabio H Rossi.

Arquivo pessoal Dr. Fabio Rossi
Conheça um pouco mais do Dr. Fábio

Graduado em Cirurgia Vascular e Endovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDCP-SP), onde exerce a função de preceptor do programa de residência médica em Cirurgia Vascular e Endovascular (SBACV-MEC), além de Coordenador da Pós-Graduação na disciplina de Tecnologia em Cirurgia Cardiovascular e Endovascular extra cardíaca (IDPC-USP).

Fabio também é Doutor e Pós-Doutor pelo (IDPC-USP) e Pesquisador (FAPESP/CNPQ). Além disso, possui especialização internacional realizada no Montefiore Medical Center – NYC – USA (Prof Frank J Veith), Rane Center for Vein, Lympatics and DVT – Jackson – MI – USA (Prof Seshadri Raju) e Arizona Heart Hospital – Phoenix – AZ – USA (Prof Patricia Thorpe).

Tem título de especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), assim como faz parte da Diretoria da Regional de São Paulo (SBACV-SP).

Possui intensa atividade assistencial e acadêmica no tratamento das doenças obstrutivas carotídeas, isquemias e úlceras de membros inferiores, aneurismas e varizes de membros inferiores, ampla experiência e reconhecimento nacional e internacional no tratamento endovenoso da Trombose Venosa Profunda, Embolia Pulmonar, Síndrome Pós-Trombótica (May-Thurner-Cockett), Úlcera Varicosa e Síndrome de Congestão Pélvica (Nutcracker).

Acesse: www.drfabiorossi.com.br e saiba mais.
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O que é trombose?

É a formação de um coágulo que pode obstruir a circulação sanguínea. Nosso sistema circulatório é formado pelo coração assim como pelos vasos sanguíneos, que são as artérias e as veias.

Quando um trombo obstrui as artérias, pode ocorrer isquemia (o sangue não circula naquela região de forma correta), mas, quando obstrui as veias, o trombo pode se deslocar e se alojar no pulmão, causar colapso cardiorrespiratório e morte.

Por que uma pessoa pode ter trombose?

Existem vários fatores de risco para que isso ocorra, por exemplo: no sistema arterial, a presença de placas de gordura (aterosclerose).

nas veias, a presença de obstruções, desidratação, imobilização, predisposição genética e processos infecciosos e inflamatórios são os principais fatores de risco.

Na COVID-19 o risco de trombose é maior?

Diversos estudos vêm indicando que isso pode ser verdade, pois, não bastasse o quadro infecioso, a COVID-19 provoca um processo inflamatório descontrolado e desordenado. Desta forma, além de destruir células, principalmente as pulmonares, causa um processo pró-trombótico, ou seja, aumenta muito o risco de trombose (mesmo nos estágios iniciais da doença).

Como saber se estou tendo trombose?

Em primeiro lugar, fique de olho nos sinais clínicos da doença, por exemplo:

  • Dor e inchaço nas pernas;
  • Dor torácica;
  • Piora repentina da falta de ar;
  • Escarro com sangue.

É importante procurar um Cirurgião Vascular, e, nos casos mais graves, o pronto socorro.

Em segundo lugar, alguns fatores aumentam ainda mais os riscos, como:

  • História prévia de trombose ou embolia pulmonar;
  • História pessoal ou familiar de trombofilia;
  • Imobilidade.

Como é feito o diagnóstico?

Além da avaliação dos sintomas e dos sinais ao exame físico, o método inicial de diagnóstico é o Doppler Ultrassom, habitualmente dos membros inferiores, que são as regiões do corpo mais frequentemente acometidas pela trombose.

Hoje, a maioria dos consultórios vasculares é equipada para fazer esse exame, mas, caso os sintomas sejam mais graves e haja suspeita de embolia pulmonar, pode ser necessária a tomografia computadorizada, a qual é feita em ambiente hospitalar.

E o tratamento? Posso tomar o anticoagulante se tenho COVID-19?

Inúmeros estudos vêm confirmando que o risco de trombose é muito maior na COVID-19, e que isso, portanto, está associado a quadros mais graves da doença e elevado risco de morte.

Tem sido demonstrado que os pacientes que usam alguns anticoagulantes, possivelmente mesmo nos estágios iniciais da doença, evoluem de forma melhor. Mas, isso é uma decisão médica, adotada em ambiente hospitalar.

Meu tio toma anticoagulante todos os dias, ele tem risco de pegar COVID-19?

O anticoagulante não possui o efeito de diminuir o poder de transmissão ou infecção do coronavírus (COVID-19), que é alto. O uso de anticoagulante, independente da posologia, seja ele via oral, subcutânea ou endovenosa, diminui o risco de trombose e o processo inflamatório e, aparentemente, diminui o risco das formas mais graves da doença e de morte.

Portanto, para prevenção, siga as recomendações do Ministério da Saúde, como:

  • Se possível fique em casa;
  • Mas, caso precise sair, use máscara (deve cobrir nariz e boca, jamais toque na parte da frente da máscara, coloque e retire pelos elásticos laterais)
    • Ahh! O uso é individual, então, não pode dividir com ninguém, cada um da família tem que ter a sua;
    • Pode ser usada por cerca de 2 horas, depois desse tempo, o ideal é trocar, assim como no caso de ficarem úmidas;
  • Lave as mãos com frequência (temos um post aqui no blog explicando como deve ser feito, dá uma olhadinha: “Lavagem das mãos, arma de prevenção contra a COVID-19“) ou então, higienize com álcool em gel 70%;
  • Ao tossir ou espirar, cubra o nariz e boca com o braço, em vez de usar as mãos;
  • Não toque os olhos, nariz e boca (se tocar, lave imediatamente, como ensinamos);
  • Mantenha uma distância mínima de aproximadamente 2 metros de qualquer pessoa;
  • Não abrace, beije ou toque nas mãos de outra pessoa.

E nos pacientes graves? Os anticoagulantes também ajudam?

Recentemente, foi verificado, em estudo necroscópico realizado por pesquisadores brasileiros que, nos pacientes que evoluem para óbito, nos pequenos vasos da periferia do pulmão, se acumulam trombos que dificultam a distribuição, assim como a oxigenação do sangue.

Estudos clínicos observaram que esse fenômeno ocorre frequentemente, e está diretamente relacionado à morte desses doentes. Dessa forma, nessas situações, estão sendo utilizadas quantidades maiores de anticoagulantes, chamadas doses terapêuticas, e resultados promissores vêm sendo obtidos em ambiente hospitalar.

Os anticoagulantes podem causar hemorragia?

A resposta é SIM!

Existe o risco de sangramento quando se faz o uso de anticoagulantes; por isso, seu uso deve ser indicado e monitorado por médico que tenha experiência com seu manuseio.

Em alguns pacientes, o risco é maior e até mesmo contraindicado, como é o caso de pacientes muito idosos e portadores de insuficiência renal ou hepática que tenham história de cirurgia ou acidente vascular cerebral recente (AVC – conhecido como derrame), hipertensos graves etc.

Um outro fator importante é que o uso de alguns medicamentos pode aumentar ou diminuir seus efeitos, e, portanto, isso deve ser muito bem controlado. Por exemplo, alguns antivirais, antibióticos, a cloroquina, a hidroxicloroquina, que vêm sendo usados no tratamento da COVID-19,  aumentam seus efeitos e podem aumentar o risco de hemorragias.

Os anticoagulantes dissolvem ou eliminam os trombos?

Na realidade, os anticoagulantes não eliminam os trombos, mas impedem que o trombo continue se formando, que se desprenda, e migre para outras regiões, como os pulmões (embolia).

O que acontece com o trombo quando ele não é eliminado?

No caso de o trombo ser pequeno e localizado, o organismo, através de enzimas trombolíticas, pode reabsorver, total ou parcialmente o mesmo, em um processo lento. Mas, caso o mesmo não seja totalmente reabsorvido, podem ocorrer sequelas crônicas, em maior ou menor grau, no órgão ou membro acometido.

Como fazer para tirar o trombo da circulação? É necessário? É arriscado?

Existem duas formas principais: a infusão de drogas (trombolíticas ou fibrinolíticas – são substâncias que dissolvem o trombo ), que podem ser administradas na corrente sanguínea ou dentro do próprio trombo (trombectomia farmacomecânica), com auxílio de cateteres .

Essas drogas têm o inconveniente de possuir ação no restante do organismo, por isso, aumentam o risco de sangramento em outros locais. Os cateteres permitem a aspiração ou sucção do trombo, tornando possível infundir menores doses do agente fibrinolítico e, dessa forma, diminuindo o risco de sangramento.

Na COVID-19 a retirada do trombo é importante?

No momento, o que se sabe é que, em pacientes graves que necessitam de internação em UTI, com respiração através da ajuda de aparelhos, existe um risco muito aumentado de trombose principalmente nos pequenos vasos.

De uma forma geral, em qualquer paciente internado na UTI,  sem COVID-19, existe risco de embolia pulmonar. Caso ela comprometa os grandes vasos, pode causar falência cardiorrespiratória aguda e, eventualmente, morte. Nesses casos, é indicada a retirada do trombo, o que pode ser a diferença entre a vida e a morte.

Nos pacientes com COVID-19, não existe estudo que tenha verificado se há benefício com a trombectomia farmacomecânica por cateter, portanto, no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, estamos desenvolvendo um protocolo de pesquisa que irá verificar esses dados.

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