Vacina para Coronavírus: produção e testes em São Paulo

Há alguns meses o mundo inteiro aguarda ansiosamente a descoberta e início da vacinação contra o novo Coronavírus, mas apenas agora isto parece estar próximo. No dia 11 de junho, o Governo do Estado de São Paulo, anunciou boas novas: uma parceria inédita para produção e testes em estágio avançado (fase 3) de uma vacina, por enquanto em aproximadamente 9 mil voluntários no Brasil.

Hoje é um dia histórico para São Paulo e o Brasil, assim como para a ciência mundial. O Instituto Butantan fechou acordo de tecnologia com a gigante farmacêutica Sinovac Biotech para a produção da vacina contra o Coronavírus”.

João Dória, governador do Estado de São Paulo

A vacina é chamada de CoronaVac, e teve sucesso nas duas etapas de Fases Clínicas realizadas na China, no entanto, como no país asiático não há mais o vírus em grande circulação, este acordo foi firmado com o Brasil. Realizaremos, aqui, então, a fase 3, a última antes da comprovação de eficácia e disponibilidade geral.

Desenvolvida através da manipulação de células infectadas com o novo Coronavírus, é produzida com fragmentos “inativos” do coronavírus para inoculação em humanos. Dessa forma, com a aplicação da vacina, o sistema imunológico produzirá anticorpos contra o agente causador da COVID-19.

Método semelhante ao de outras vacinas bem-sucedidas, como por exemplo sarampo e poliomielite.

“Um coronavírus é introduzido em uma célula, essa célula é cultivada em laboratório, o vírus se multiplica. No final, o vírus é inativado e incorporado na vacina. É uma das vacinas em desenvolvimento em estágio mais avançado do mundo.”

Dr. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan

Leia também: “Retomada empresarial – CUCO gestão COVID-19“.

Você sabia?

Desde 1901, o Instituto Butantan produz imunobiológicos voltados para a saúde pública, sendo localizado na cidade de São Paulo, é o principal produtor de soros e vacinas do Brasil, assim sendo tem sua expertise em tecnologias de imunização reconhecida mundialmente. Devemos lembrar que a vacina anual da gripe (Influenza) é produzida no Butantan e distribuída para todo o Brasil.

Etapas de desenvolvimento de uma vacina

Para que uma vacina esteja pronta e liberada com total segurança, para uso da população em campanhas de vacinação ou para entrar no calendário vacinal, é necessário um processo rigoroso que inclusive pode durar anos para sua conclusão.

Antes de testar em seres humanos (fase clínica), existem duas fases pré-clinicas (sendo uma em laboratório e outra em animais), veja abaixo:

  • Laboratorial: os cientistas realizam pesquisas em laboratórios para estudar quais são as suas possibilidades de composição, ou seja, é realizado uma avaliação minuciosa de qual a melhor composição para aquela vacina;
  • Pré-clínica: realizado testes em animais, para que se tenha uma prova dos dados que foram coletados durante os estudos iniciais, assim como de segurança e efetividade;
  • Clínica: realizado testes em humanos, dividida em mais três etapas.

Confira a matéria publicada na revista Science sobre a CoronaVac: “Vacina COVID-19 protege macacos de novos coronavírus, relata biotech chinesa“.

Etapas da fase clínica ou estudo clínico

O teste em humanos, então, é dividido em mais três etapas:

  • Inicial – Fase 1: aplica a vacina em uma quantidade menor de pessoas. Esta etapa serve para que se avalie a segurança da vacina, em outras palavras, nesta fase é avaliado se não há alguma reação adversa grave. A CoronaVac já passou por essa fase, que foi realizada na China através de testes preliminares com cerca de 100 adultos;
  • Ampliada – Fase 2: tem esse nome, pois conta com uma quantidade maior de voluntários. É avaliada a eficácia da vacina, sendo assim, é verificado se a vacina gera resposta imunológica na população estudada. A Coronavac também já foi aprovada nesta fase, ou seja, nesta etapa foi testado a segurança detalhada da vacina em 600 voluntários chineses escolhidos aleatoriamente;
  • Final – Fase 3: a CoronaVac está nesta fase! Será realizada no Brasil, pelo Instituto Butantan. Esta fase serve para verificar a eficácia, segurança e imunogenicidade (potencial para produção de respostas imunes e efetivas ao coronavírus).
Registro Sanitário

Considerada a Fase 4 do estudo clínico, se os testes realizados aqui no Brasil tenham resultados satisfatórios, a vacina entrará na etapa de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e, então, caso ela seja aprovada, começará a ser produzida em larga escala, tanto na China quanto no Brasil. A vacina será produzida para fornecimento gratuito à população, junto ao Sistema Único de Saúde (SUS)

O CoronaVac do Sinovac é baseado em uma tecnologia conhecida e confiável, adequada para ser incorporada aos programas de imunização em saúde pública existentes no Brasil. A epidemiologia atual no Brasil e a experiência do Butantan no desenvolvimento clínico complementarão os esforços do Sinovac, permitindo um progresso acelerado em direção ao desenvolvimento de uma imunização segura e eficaz contra o COVID-19.

Dr. Ricardo Palacios, diretor médico de pesquisa clínica no Centro de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan

De acordo com o Instituto Butantan, há capacidade para produção de 1 milhão de vacinas por dia e estima que a vacina estará disponível para a população em junho de 2021.

Além disso, a Sinovac está construindo uma fábrica para produção de vacinas na China, que deverá fabricar até 100 milhões de doses de CoronaVac anualmente.

Clique aqui para saber mais sobre a vacina CoronaVac

Vacina para Coronavírus: produção e testes em São Paulo
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